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Mala

Pra começo de conversa, ela sempre detestou convenções. Principalmente as que não tem explicações lógicas. E se era pra carregar e parir um filho, as coisas não iam ser convencionais pra ela.

Antes de se dispor a cagar uma melancia, ela queria ter certeza de que não seria apenas uma mala para carregar uma criança por nove meses.

Uma das suas condições era burocrática: seu sobrenome no final, sem choro e nem vela. Não adianta vir escrivão dizendo que não pode, que não é assim que se faz tradicionalmente… “Foda-se a tradição, quem carregou fui eu, o último nome é meu.”

Pra ter certeza de que tudo sairia fora das convenções, ela mesma registraria o rebento. Sem essa de mãe lá no hospital, recuperando-se do trauma, e pai feliz com mais duas testemunhas escolhendo o nome do bebê. Se o pai regatear ela já  tem pronta uma ameaça: “quem disse que o filho é teu?”

Afinal, os homens nunca sabem.

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