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Cri-cri

Cri-cri.

Era disso que a chamavam quando ela decidia dar a sua opinião. “Você é muito cri-cri, muito perfeccionista”. Mas ela não conseguia conter, era automático. Inclusive, era estranho pensar como as pessoas não percebiam o que para ela era óbvio. Aquele canto da parede estava mesmo sem tinta,  a blusa daquela passante estava desfiando, a celebridade da TV estava usando uma calcinha estampada de oncinha por baixo da roupa clara – e isso, obviamente, não era legal. A colega de quarto tinha deixado a louça mal lavada, os talheres de prata da casa da avó precisavam de um novo polimento, o design do site não tinha usabilidade e o fazedor de sucos da propaganda definitivamente não ia ser fácil de limpar.

Manuela era cri-cri e não ligava.
O que ela não entendia era como as pessoas podiam ser tão condescendentes com falhas tão óbvias.

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