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Um pequeno achismo sobre a ecologia da informação

É estranho, mas a notícia que anunciava o novo modelo de negócio da Wall Street Journal na Web me fez pensar como a estrutura de circulação da informação está configurada atualmente. Só para constar: WSJ anunciou que cobrará por contúdo segmentado e avulso na Web, mas manterá gratuito o conteúdo normal do jornal, ou seja, se você opta por saber mais sobre determinado assunto, você pode pagar para obter mais informação.

É óbvio que a ecologia da informação não é igual ao que existia no século passado. Se antes a informação estava concentrada na mídia impressa e na televisão, hoje a informação está difundida em outros meios. A própria internet não pode ser considerada um meio de comunicação com uma única forma de transmissão da informação: podemos nos informar através de portais, de newsletter, por Twitter, por blogs, por feed, etc.

Essa forma polivalente da Web transformou o ciclo da informação. Agora o elemento centralizador e impessoal, como os jornais, perdeu seu lugar de destaque. Muitos buscam a informação com outras pessoas. As fontes ficaram mais pessoais, mais próximas dos leitores.

Além disso, a informação ganhou um sentido de via dupla. O feedback agregou mais valor a informação. A possibilidade de se debater, rebater, contestar, incrementar ou comentar a informação é fator contribuinte para que a informação seja apurada e discutida. Agora, não há como hipocrisar a informação: haverá sempre uma voz contestante, como no recente caso dos jornais que o Sarney controla no Maranhão.

Nessas horas que eu agradeço por não viver em um regime totalitário e censurador da informação, como a China. As diferentes visões, proporcionadas pelo acesso a produção de conteúdo e pelo feedback, são enriquecedores. Jornais, revistas e a televisão não são mais os donos da verdade (e recentes casos polêmicos comprovam isso). Percebo que a neutralidade da informação, tão prezada e agregada às fontes de notícias, agora pertencem ao público. A confiança está depositada em fontes pessoais, em jornalistas ou pessoas que se apresentam e relatam os fatos.

Talvez essa subjetividade esteja sujeita a visões parciais. Mas é aí que a pluralidade de fontes se mostra útil. Podemos consultar outras pessoas para saber sobre o mesmo assunto, algo que as antigas fontes de notícias não permitiam (afinal, as notícias eram todas apresentadas iguais). E assim, constrói-se um pensamento crítico. É a Web transformando a ecologia da informação, transformando para melhor.

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Uma resposta

  1. Po, beleza de artigo! Me fez lembrar muito a estratégia do Facebook para “derrubar o Google”, em suas proprias palavras: Tornar a busca na Internet algo centrado na recomendação de amigos, não numa engine centralizada e impessoal de busca.

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