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O valor das comunidades virtuais

Interessantíssimo o capítulo 8 do livro Conectado de Juliano Spyer, o qual estou lendo atualmente. O assunto é comunidades virtuais.

Comunidades virtuais, antes de mais nada, não significa apenas o Orkut (= está inserida). Aliás, esse recurso do Orkut é um dos milhares de exemplos. Mas o grande representante é o fórum.

O que mais chama atenção nesse capítulo é a parte destinada a motivação das pessoas em participar dessas comunidades. E nesse ponto, temos que olhar para nosso umbigo.

O que me motiva a participar de uma comunidade virtual? Primeiro é a ementa. Qual assunto é abordado? Isso é primordial, para qualquer um. Mas o segundo é o mais importante, ao meu ver, que torna o primeiro talvez uma camada secundária: a participação das pessoas da comunidade. E isso naturalmente gera conteúdo.

E isso é fato. Se uma comunidade tem como assunto principal a culinária, eu obviamente não vou ter muito interesse. Mas se o papo e as informações que circulam entre os participantes for interessante, mesmo sendo de um assunto que não gosto, eu vou pelo menos dar uma olhada nessa comunidade.

Spyer defende que o capital social presente nas comunidades é o grande triunfo e o que gera tantas reflexões e debates sobre a Web em nossas vidas. O que motiva as pessoas a participarem de comunidades com tantas pessoas estranhas de todos os cantos do mundo, buscando trocar informações de graça com outros interessados? O que motiva as pessoas a gastarem um tempo de seu dia para visitar e acompanhar essas comunidades? Para Spyer, tudo gira em torno da circulação de informação e seu valor para cada internauta.

O que ganho postando no meu blog ou em comunidades virtuais, informações que aprendi ao longo da minha vida ou experiências que passei? Nada, fisicamente. Mas o reconhecimento e a troca de informações que obtenho com outras pessoas sobre meus posts já valem todo esforço. A possibilidade de conversar com pessoas que nunca vi na vida sobre assuntos de interesses mútuos é o capital social que me estimula a continuar postar. E isso vale também quando leio e comento outros posts de pessoas estranhas.

E como defende o teórico Jean Paul Jacob, o grande valor da cibercultura vem da sabedoria e construção coletivas que o novo paradigma de circulação da informação adquiriu. A comunidade virtual possui um sentido único, um capital social que apenas o coletivo pode proporcionar. Não é uma simples soma de valores de cada participante: tem um novo fator social a ser acrescentado.

Comunidade virtual: 1 + 1 não é igual a 2. É igual a 3.

Post originalmente extraído do blog Midializado

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