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    Especial FLIP 2008
    Com Carolina Lara e Jacqueline Lafloufa
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O acorde visual – A presença dos musicais em “Hoje é dia de Maria

Ao transpormos os filmes musicais do campo das produções convencionais que o consolidaram enquanto gênero cinematográfico para o campo das experimentações artísticas em imagens em movimento, temos os mesmos assumindo uma nova função: ser matéria-prima.

Dentre os processos criativos do campo experimental e pensando essencialmente no campo televisivo, onde as minisséries constituem um espaço de experimentação por excelência, destaca-se a hibridização de linguagens, ou seja, a fragmentação de diversas formas de expressão artística, como o teatro, o cinema, a pintura, a dança, dentre outras, e a consequente seleção e união de suas principais características em um trabalho de colagem artística visando a criação de novas obras, como uma das mais pertinentes para observação e que ganha em “Hoje é dia de Maria” um exemplo muito marcante.

Observando o uso dos musicais como matéria-prima do seriado em questão, destacaca-se duas formas distintas de sua utilização. O primeiro momento se dá na primeira temporada do seriado, onde vemos as canções nele presentes resgatando a cultura brasileira e aparecendo, na grande maioria das vezes, em forma de monólogos não coreografados proferidos em situações específicas evidenciando sensações e os estados de espírito de alguns personagens (Maria entoa diversas vezes “Constante” de Villa-Lobos, evidenciando a necessidade de ser constante em seus objetivos e ideais mesmo perante as inúmeras provações que enfrenta).

A aproximação maior com os musicais está porém na segunda temporada, onde há um recorrente uso dos diálogos musicados, verdadeiras canções trocadas entre os personagens onde o jogo de palavras e rimas dá movimento à narrativa, e que estão quase sempre aliadas à coreografias características que resgatam a tradição musical. A presença do teatro de variedades, o uso da cidade como suporte para as intervenções coreografadas, a presença de um corpo de baile e muitos outros denunciam os capítulos como verdadeiras células musicadas e harmônicas, que através do bom uso de diversas linguagens tão distintas entre si, constituem uma verdadeira alegoria da vida moderna.

Assim sendo, a magia dos musicais, mesmo transportada para fora do formato que a imortalizou, em maior ou menor dose e presença, mostra toda sua força enquanto linguagem encantando a todos com sua desenvoltura e irreverência tão característica”.

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