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    Especial FLIP 2008
    Com Carolina Lara e Jacqueline Lafloufa
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Cap. 13 – A expulsão do demônio

 

Vanderlei, o sacristão do pastor, estava na igreja apreensivo. Era dia que a moça endemoniada costumava ir lá. O pai já havia terminado a piscina, então o que o pastor o mandaria fazer? O conserto do telhado da igreja começaria somente na semana seguinte. Poderia ficar na igreja? Talvez o pastor o deixasse assistir à sessão de cura e exorcismo, normalmente realizada a portas fechadas.

Eis que surge sua amada, de vestido branco um pouco sujo de terra vermelha, calçando chinelos de dedo e trazendo uma expressão de serenidade no rosto. Que doença teria? Caminhava normalmente, falava, escutava, enxergava. O que o espírito maligno fazia de mal a ela? Como é que diabo tão forte a deixava com uma doença tão fraca, que nem se podia perceber ao olhá-la? O pintinho de Vanderlei enrijecia calmamente, enquanto os olhos miúdos do rapaz despiam a moça com os olhos.

― Oi…, ― disse ele, sem jeito ― o pastor está te esperando…

A moça, acostumada ao ritual, seguiu em direção a uma porta à esquerda do altar. Abriu-a. O pastor, sentado em uma cadeira do outro lado da porta, de costas para ela, virou-se e levantou-se calmamente, sorrindo para a garota. Convidou-a para entrar. Olhou para Vanderlei e lhe recomendou:

― Fique aí fora. Se aparecer alguém querendo conversar comigo você manda esperar, porque eu vou começar a sessão de exorcismo e não vou poder atender ninguém. Jesus vai estar operando para tirar o espírito da doença do corpo dela.

― Está certo, pastor.

O sacerdote trancou-se com a moça na sala separada, onde havia apenas uma mesa, algumas cadeiras e um colchonete que o pastor usava para orar de joelhos. Vanderlei ficou do outro lado. Curioso, tentou olhar pela fechadura, mas a chave encaixada no buraco o impedia de observar o que acontecia do outro lado. O pastor e a moça conversavam baixinho. Sentia desejo de se masturbar. Tinha medo de que alguém o flagrasse, pois a porta da igreja, geralmente fechada durante as sessões do pastor com a garota, encontrava-se aberta naquele dia, já que ele estava ali para recepcionar eventuais almas perdidas que ali chegassem em busca de conforto.

― Por que você trancou a porta da sala hoje? ― Perguntou a moça.

― Porque hoje o Vanderlei vai ficar aqui tomando conta da igreja, então não precisei trancar a porta da igreja pra ficar com você.

Vanderlei ouviu este dialogueto, embora não tenha entendido todas as palavras, ditas aos sussurros. Queria ver o que estavam fazendo. Lembrou-se de que a casa do pastor ficava logo atrás da igreja, e que a sala de exorcismo tinha outra porta que dava para a casa do pastor. Apesar de ser arriscado, queria tentar dar uma espiadinha. A esposa do pastor passava as tardes cuidando da creche da igreja. Não havia gente na casa. O casal não tinha filhos.

O garoto abriu outra porta, à direita do altar. De lá entrou na casa do pastor. Aproximou-se da sala de exorcismo. O olhar de Venderlei penetrava através do buraco da fechadura. Viu a moça nua, fazendo cara de dor enquanto o exorcista acariciava-lhe os seios. O pastor beijava o corpo nu, aos poucos, arrancando gemidos da garota. Vanderlei não resistiu e começou a fazer seus movimentos de vai e vem com a mão direita na minhoquinha dura. Sentia-se desconfortável. O zíper da calça jeans apertada machucava-o. Mas aquilo estava bom. O pastor havia tirado a calça e a moça chupava seu pau como se fosse uma mamadeira. “Então é assim que se tira o diabo de alguém”, pensou Vanderlei. A jovem enfiava e tirava a mangueira da boca. Vanderlei imitava os movimentos dela com a mão. O pastor colocou as mãos, em concha, sobre a cabeça da endemoniada, e a puxava como se dissesse ao diabo “ela vem em minha direção e Jesus penetra nessa alma”. A cabeça era puxada com violência. Vanderlei se masturbava com violência. O demônio empurrava a cabeça da moça para trás. O pastor a puxava com as mãos. O menino presenciava, escondido, uma luta entre o bem e o mal. Orgulhava-se de ver seu mestre lutando contra o diabo. Termina o primeiro round com um fio de baba entre a boca da possessa e o bisturi espiritual do libertador de almas. O demônio era muito forte.

Início do segundo round. A moça pôs-se de quatro sobre o colchonete. Vanderlei observava-a. Era como as da revista, com uma fenda esquisita entre as pernas. O pastor ajoelhou-se atrás dela. “Ajoelhado a oração é mais forte”, pensou o menino. A tora santa do guerreiro de Cristo se preparava para entrar na toca de Satanás. Não conseguira expulsar o mau espírito entrando pela boca. Tentaria por trás. A batalha começou. O pastor a puxava para si, devagar. O diabo fazia com que a moça não aceitasse. Vanderlei acariciava a minhoquinha. O pastor aumentou o ritmo. O diabo também. A batalha ficava cada vez mais difícil. A endemoniada sentia-se quente. Suava. Gemia. Exatamente como ele, Vanderlei, a imaginava durante as sessões de punheta. O pastor suava. Fazia um esforço hercúleo para desencapetá-la. O líquido tênue saía de Vanderlei. Uma gota caiu no chão. O garoto continuou a observar a luta. O pastor, bufando, disse algo incompreensível e saiu de dentro da jovem, que deitou-se de frente para ele e foi ungida por um líquido branco, farto, que recebia aos berros.

Vanderlei, apressado, retornou à igreja com medo de ser flagrado. Após alguns minutos o pastor abriu a porta. A garota tinha um envelope na mão. Vanderlei não conseguiu descobrir o que havia dentro dele.

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