• Veja também as capas anteriores!

  • Políticas do Ambidestria

    O Ambidestria todo está sob licença Creative Commons. Em caso de citação, não se esqueça de mencionar o nome do autor do post e o link direto para o post em questão. Não são permitidas alterações do texto.

    Veja mais detalhes na página de Políticas
  • Arquivo

  • Arquivo Especiais

    Especial FLIP 2008
    Com Carolina Lara e Jacqueline Lafloufa
  • Acesso para autores

Expectativa

[Esboçado em 8.fev.09. Possíveis erros gramaticais e repetição desnecessária de termos. Texto curto digno de uma iniciante com imaginação prejudicada…]

Primeira aula de teatro do ano.
Eu já estava sentindo falta, pois pra mim é uma terapia. Nunca fui um bom ator – talvez a timidez nunca me permitirá tal proeza -, mesmo assim, não consigo parar de “tentar”. Pensando bem, acho que minha vida sempre girou em torno disso, de nunca parar de tentar, apesar de eu ser um total fracasso em quase tudo que faço.
Várias pessoas novas apareceram, curiosas, para ver como seria a aula. Observei atentamente o público de faces estranhas. Um dos rostos me chamou a atenção. Era de um moço pálido, que parecia ter mais ou menos uns 4 anos a menos que eu. Exalava ingenuidade e pureza. Seus traços simplesmente não desgrudavam de minha retina – tive que me conter e voltar para a realidade.
Tínhamos que formar duplas para um novo exercício cênico, e por uma sorte bizarra, digna de filme hollywoodiano, a minha dupla acabou sendo ele. O exercício simplesmente não poderia ter sido outro – o do “espelho”. Cada um tinha que imitar exatamente o que o outro estava fazendo, cada movimento, por mais sutil que fosse. Fui, portanto, obrigado a me concentrar em cada parte do seu jovem e saudável corpo. Minha mente fez o possível para não romantizar demais o que estava acontecendo. Mas no assunto “devaneios” sou um caso perdido.
Romântico irrecuperável que sou, fiquei esperando que os olhos dele dissessem algo. Porém não havia nada neles que eu pudesse ler. O seu próprio vazio já traduzia a minha nova derrota… Aliada a uma antiga frustração.

Anúncios

3 Respostas

  1. Aline, fazendo de novo o papel do crítico chato… a auto-depreciação no texto foi intencional ou não?

  2. Respondi no teu blog. 🙂

  3. Aline! Que bom que você entendeu meu comentário então! Acho que a auto-depreciação pode ser ótima e pode ser um trunfo seu, contanto que você tenha consciência que ela está lá e a use a seu favor. É sempre ótimo um texto com uma auto-depreciação inteligente em que você percebe que o autor não se leva tão a sério, por exemplo. Só não é legal quando ela te impede de descobrir e explorar todo o potencial que você tem!

    bjo!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: