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    Especial FLIP 2008
    Com Carolina Lara e Jacqueline Lafloufa
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Cap. 10 – A tentação do filho

Vanderlei, embora fosse fiel dedicado a Jesus, era também um ser humano, e os humanos são curiosos. Duas ou três vezes por semana aparecia na igreja uma bela jovem, aparentando ter por volta de quinze anos, querendo falar com o pastor. Ao anunciar a chegada dela, Vanderlei ouvia sempre a mesma resposta: “vai ajudar o seu pai, que eu preciso ficar sozinho com ela”. Certa vez ouvira a explicação de que a jovem sofria de uma doença forte e o pastor estava tentando expulsar o espírito da doença, o demônio que causava sofrimento à moça.
Conforme a cena ia se repetindo, Vanderlei, não se agüentando de curiosidade, fazia cada vez mais perguntas ao pastor sobre o desencapetamento. A moça era bonita. Que doença teria? Por que o pastor demorava tanto para tirar o capeta dela? Devia ser um diabo forte! O pastor lhe explicava sobre as doenças e as possessões demoníacas.
― Mateus 8, por exemplo, nos conta que Jesus encontrou dois endemoniados. Jesus mandou os demônios irem para os porcos que estavam ali perto, e os porcos se atiraram do penhasco. Depois, Jesus foi levado a um mudo. Jesus expulsou o demônio que estava nele e ele voltou a falar. Então, a bíblia nos mostra que Jesus curava os doentes e expulsava os demônios. Mais do que isso, nos mostra que as enfermidades são causadas por demônios. Então, você muitas vezes tem uma enfermidade, vai no médico e o médico não sabe o que você tem. E dá remédio, faz exames… E o diabo rindo de você porque você nem desconfia que o que causa a enfermidade é o demônio. E contra o demônio o único remédio é Jesus! Muita gente morre de doença porque não tem fé. Porque não acredita que pode ser curada por Jesus ressuscitado. Jesus venceu a morte, como é que não vai vencer uma enfermidadezinha?
― E como o senhor expulsa os demônios?
― Intercedendo em nome de Jesus. Jesus opera através de mim. Eu mando o demônio sair e ele sai. Porque é Jesus quem está ordenando, através de mim, que ele saia.
Vanderlei cada vez mais tinha certeza de que o pastor era o homem certo, o escolhido por Deus para anunciar a boa nova ao mundo. Só não entendia porque a moça encapetada não aparecia nos cultos. Se estava sendo desendemoniada, deveria ir ao culto também, pois já estava convertida a Cristo. Mas o pastor sabe o que faz. Ora!, pecado duvidar de um homem santo.
Em casa, Vanderlei se masturbava pensando na moça. Não sabia porque, mas sentia vontade de fazer aquilo. E gostava. Só sabia que ao ver a endemoniada ficava com o pintinho duro. Lembrava-se dos cabelos dourados, da boca carnuda, dos olhos castanhos-claros, daquela carinha que mais parecia de um anjo do que de alguém que tinha o capeta no corpo. Quando segurava o pauzinho e iniciava os movimentos de vai e vem, pensava nas coxas grossas, na pele branquinha e macia, nos peitinhos pequeninos que pareciam querer furar o tecido fininho das roupas cheias de remendos. Imaginava-a nua. Imaginava-se acariciando os peitinhos em formação. Como ela seria entre as pernas? Lembrava-se das revistinhas que os garotos da quarta série levavam escondidas para a escola e lhe mostravam. Teria ela aquele buraco esquisito entre as pernas? Como as garotas da revista? Queria beijá-la. Toda. Queria livrá-la daquela roupa encardida e vê-la como veio ao mundo. Ensiná-la a orar. Os movimentos de vai e vem se tornavam mais rápidos. Fechava os olhos com força e imaginava o inferno. O fogo, o calor. A moça endemoniada sentia-se quente. Suava. Gemia. Até sentir o poder da oração libertando-a para gozar as maravilhas de Deus. Abria os olhos, ofegante. A garota também estava ofegante. Sentiam-se purificados. Do pintinho pré-púbere escorriam algumas gotas de um líquido tênue.

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2 Respostas

  1. Pessoal,

    Peço desculpas por este capítulo não ter sido publicado em janeiro. Eu programei a publicação no dia 13/01 mas, por algum motivo, o texto foi excluído da lista de drafts do Ambidestria ao invés de ser publicado. Boa leitura!

  2. Pessoal,

    Peço desculpas por este capítulo não ter sido publicado em janeiro. Eu programei a publicação no dia 13/01 mas, por algum motivo, o texto foi excluído da lista de drafts do Ambidestria ao invés de ser publicado. Boa leitura!

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