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    Especial FLIP 2008
    Com Carolina Lara e Jacqueline Lafloufa
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Cap. 5 – De volta ao lar, com Jesus no coração

Orgulhoso de seu ato de generosidade, Pedro Vitório ansiava contar à família tudo o que havia se passado. Queria que a mulher soubesse de todas as maravilhas que Jesus faria por ele. Vanderlei, o filho mais velho, iria ajudar o pastor na igreja. Talvez tomasse gosto pela profissão e virasse pastor, o que seria uma grande bênção. O filho mais novo, Inocêncio, ainda era muito pequeno para entender essas coisas, mas, mesmo assim, aprenderia a orar e a cantar hinos em louvor a Cristo. A boa semente já estava plantada. A colheita seria abundante.

Chegou, a trote, ao lar. Maria das Dores estava aflita, esperando-o. Mesmo na escuridão da noite identificou, de longe, a bíblia na mão direita de seu marido.

― O que aconteceu? Você demorou pra chegar e eu aqui preocupada…

Pedro Vitório beijou-a na face e a observou, com olhos brilhantes.

― Eu estava com Jesus! ― Exclamou com orgulho.

― Que conversa é essa, agora, homem?

― Eu conheci Jesus e ele vai mudar a nossa vida!

― Não vai me dizer que você caiu em conversa de pastor?

― Conversa, nada… O pastor é gente séria que salva os pecadores do inferno. Ele arrebanha as almas pra Jesus.

― Mais essa… Então você realmente acredita nessas coisas de igreja, oração, ler a bíblia…?

― O pastor me abriu os olhos, me mostrou que Jesus quer cuidar de todos os problemas da gente. Me fez perceber que o homem se preocupa demais com coisa pequena… Jesus cuida de tudo, é tão fácil… Mas o diabo está aí pra confundir a gente…

― Que pastor é esse que te converteu?

― O pastor Evandro, da Igreja Pentecostal da Fé de Abraão.

― Você? Que nunca foi de ir na igreja… agora vem com esse papo de Jesus pra cima de mim?…

― É que eu estava sendo tentado pelo diabo. Ele queria me afastar de Jesus. O pastor me mostrou como eu era besta. Mas desta vez o mal do capeta acabou me levando pra Jesus… Imagine que o capeta me fez perder o emprego achando que assim eu ia sofrer… ― Riu-se.

― Como? Você perdeu o emprego?

― Mas eu passei meus problemas pra Jesus e ele vai resolver tudo pra mim. Agora eu estou tranqüilo com Jesus e o capeta é que fez papel de bobo!…

― Você perde o emprego e ainda gasta dinheiro comprando bíblia? ― Repreendeu-o, brava.

― Deus deve estar sempre em primeiro lugar na nossa vida. Enquanto tiver bíblia nessa casa, Jesus não vai deixar faltar nada! Todo o mal que vem pra gente é coisa do demônio, e quando a gente está com Jesus, o demônio não consegue chegar perto da gente.

― O patrão precisa acertar as contas com você antes de te mandar embora. Cadê o dinheiro?

― Dei pra igreja. Esse dinheiro vai fazer com que muito mais gente conheça Jesus e seja feliz como eu. ― Disse ele, sorridente.

Após esta frase, Maria das Dores, mulher calma, explodiu em cólera. Chamou o marido de burro e de vários nomes impublicáveis. Começaram uma discussão terrível. Ela acusando o pastor de charlatanismo e ele acusando-a de se deixar usar pelo demônio para persuadi-lo a se afastar da igreja. Após certo tempo, Maria das Dores percebeu que era inútil argumentar. O homem havia sofrido lavagem cerebral. Se recusava a ouvir a razão. Mas e ela? E os filhos? Como faria para alimentar a família? Não poderia esperar a providência divina, como faria o marido. Precisava fazer algo, mas o quê? Entrou em casa, brava. Seu rosto simpático virara uma carranca. Fechou-se no quarto. Muda.

O marido foi pregar para os filhos, lendo para eles passagens da bíblia. Os meninos, que não conheciam as estórias bíblicas, ficaram fascinados. Era sempre a mãe que lia estórias para eles e, embora estranhassem as novas atitudes do pai, gostavam de ouvir estórias. As aventuras de Jesus eram legais. Aprovaram a mudança sofrida pelo pai.

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4 Respostas

  1. Que medo disso! hehehe

    única crítica é, o diálogo deles não deveria ser, talvez, mais informal ainda?

    abraço

  2. Raoni, concordo com sua observação. A minha maior dificuldade ao escrever tem sido justamente a linguagem, que oscila muito. Eu sempre tento ser informal quando escrevo, gosto da língua do povo, não dessa língua ridícula que nos querem impor através de preconceitos lingüísticos e reformas ortográficas bestas, mas acabo preso ao formal, talvez pelo hábito de escrever relatórios, resenhas e outros textos que exigem formalidade.

    Este capítulo e o primeiro não ficaram do jeito que eu queria e ainda não consegui melhorá-los.Eles são importantes por ligarem outros capítulos, se não fosse isso eu os teria excluído do livro.

    Abraço

  3. Pô, fiquei desapontada por você não ter descrito a parte da briga com diálogos. Era uma parte da história que, pra mim, seria muito interessante de ser explorada…
    Beijos!

  4. Hummm. Comentário interessante. De fato, teria ficado bem melhor, era essa a minha idéia inicial, mas não consegui elaborar um diálogo decente.
    Beijos!

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