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    Especial FLIP 2008
    Com Carolina Lara e Jacqueline Lafloufa
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Surto Versificado

Estou conseguindo respirar debaixo d´água
E surgindo das profundezas do oceano
Sangrando mais do que posso suportar
E fugindo do medo que sinto
Pretendendo fingir pra mim mesmo que sou forte o suficiente.
Observo seu rosto todas as vezes que me perco
Estou flutuando exausto nos mares de lugar nenhum…

Cantando, chorando, gritando desesperadamente
Socorram meu corpo que está perdendo sua vida
Com barras de aço prendendo-me ao fundo do oceano
Pés atados e mãos juntas apontando para a imensidão do céu
Rezo… Peço aos deuses pagãos uma solução aparentemente impossível.
Provavelmente não tenho nada além das minhas esperanças…

Sinto falta de tudo
Dos doces beijos da lua com os quais sonhei a noite toda
Daquele pôr-do-sol tocando minha pele novamente
Não… Seu corpo parece boiar sem vida ao meu lado…
O brilho dos seus olhos surgem em minha alma e afligem-me e perseguem-me
Evoco seu nome com berros mudos
Nunca mais sentirei sua respiração na minha nuca?
Tento permanecer firme e forte
Mas estou extremamente cansado.
Eu devo libertar você também.

Sofrimento é tudo que eu ganho depois de tudo?
Uma a uma as gotas de chuva caem. As lágrimas caem…
Uma tempestade desaba sobre nós.
Tão perto de você e não posso tocar seu rosto
Correntes e cadeados no meu corpo estrangulam-me
Uma vez mais meus dedos estão esticados tentando te alcançar…

Debilitado, frágil, fraco, quase morto
Porém dentro dos meus olhos há a luz derradeira.
Sou um amante.
Nossas almas vivem.
Nós seremos salvos.

Silfos vêm da atmosfera para nos abençoar
E vêm para acabar com toda a nossa dor.
Rajadas de vento abrem o mar e destroem o que há pela frente.
Só restamos nós dentro de bolhas invisíveis, protegidos.
Reparamo-nos.
Os laços foram desfeitos, nossas vidas foram destrancadas…

Eu finalmente posso ver seu rosto
Eu vejo seus olhos abertos… eles estão brilhando…
Quero sentir seu beijo uma vez mais…

Anjos negros vêm silenciosamente à meia-noite velar nosso sono
Seu canto hipnotiza e adormece a quem nos quer fazer mal.
Sob a nossa coberta, nosso esconderijo, estamos finalmente em paz.
Pálpebras cerradas. Mãos enlaçadas. Lábios colados.

Através dos dias e noites mais escuros
Nós sobrevivemos juntos e carregamos as chagas do nosso amor
Cicatrizes eternizadas de uma luta incessante
Encorajada por cada batida concomitante dos nossos corações.
Somos livres.

Não há mais alguém
Que faz meu coração vibrar, meu sangue ferver, que me dá forças para sobreviver…
Agora estou com você.
Aperte minha mão, mas desta vez não há mais medo, não seremos afogamos.
Sem mais entraves, sem mais nada.
Eu só quero felicidade daqui pra frente…

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Esta é uma versão traduzida, com o acréscimo de alguns versos, de uma poesia que escrevi originalmente em inglês por motivos estilísticos entre outros.

A versão original encontra-se neste meu outro blog: http://psychoses.wordpress.com/

Abraços a todos!

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3 Respostas

  1. A poesia é tocante. Adorei.
    Porém, não gostei do verso “Uma vez mais a ponta dos meus dedos estão esticados tentando te alcançar…”. Está mal escrito ou mal traduzido? Adoraria ler o original em inglês.

    Abraço!

  2. Nao gostei. Primeiro que achei excessivamente dramatico, meio adolescente em crise. a linguagem eh meio pedante e forcada. alem disso, a versificacao nao acrescenta nada ao poema… ela me parece meio aleatoria. nao sei… mto piegas:
    gotas caindo, lagrimas caindo, anjos negros, chagas do nosso amor, “flutuando exausto nos mares de lugar nenhum”. tudo muito oh, vida cruel. acho que a sua escrita precisa amadurecer. mas vou ler o original em ingles, pq as vezes a pieguice tem a ver com a traducao. nao sei. depois volto aqui.

  3. eh. em ingles parece uma letra de musica de alguma banda emo. “Stay with me.
    Our freedom is in our hands.” nao sei, nao me convence. pode tbm ser um conflito de estilos e ate de personalidade. nao gosto de coisas excessivamente dramaticas.

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