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    Especial FLIP 2008
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I

Menos um rombo na minha formação – assisti Cinema Paradiso (1988), de Giuseppe Tornatore.

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A cabeça de um leão, por onde passa a projeção do filme, é um detalhe que chama a atenção. Parte fundamental e metafórica, acompanha a trajetória do seu todo, o Cinema Paradiso. No início, imponente. No fim, jogado no chão, a ruína.

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Num primeiro momento, o menino Salvatore sonha em trabalhar na cabine do cinema. Supera os obstáculos e consegue; num segundo momento, o jovem Salvatore sonha em namorar Helena. Supera os obstáculos e consegue; num terceiro momento, o adulto Salvatore é conquistado por todo um passado, e assiste, comovido, a um presente do seu grande amigo Alberto: uma montagem com cenas de beijo retiradas de vários filmes.

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O humor, a tristeza e a doçura fizeram vir como comparação imediata os filmes de Chaplin (vale notar que ele é homenageado com duas cenas de filmes seus). No filme O Garoto (1921) é notável o vínculo forte criado entre Carlitos e o menino. Os personagens têm características bastante diferentes, mas o vínculo criado entre Alberto e Salvatore é tão forte quanto.

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A doce melancolia e a volta ao passado fizeram-me associar o filme a um poema de Drummond. Aliás, vários poemas de Drummond voltam à infância, mas me refiro a Confidência do Itabirano, no qual o poeta relembra com saudade profunda a cidade em que viveu quando pequeno. A última cena de Cinema Paradiso, em que Salvatore assiste ao filme montado por seu amigo, tem efeito semelhante ao expressado nos dois últimos versos deste poema: “Itabira é apenas uma fotografia na parede. / Mas como dói!”

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Uma homenagem ao cinema. Um presente aos amantes de cinema.

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Para se aprofundar nessas simples impressões, sugiro:

paradiso1.jpg

Cinema Paradiso (1988), de Giuseppe Tornatore,

the_kid.jpg

O Garoto (1921) de Charles Chaplin,

sentimento-do-mundo.jpg

e também o livro de Drummond, Sentimento do Mundo (1940).

Um abraço.

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5 Respostas

  1. Como não se apaixonar? Dicas, dicas, dicas, dicas e dicas, além de mais dicas de mais coisas apaixonantes… Aguardo… e bastante ansiosa!

  2. As estrelas, separando o seu texto em trechos q são sobre aspectos um tanto diferentes entre si (o leão, um filme de Chaplin, um livro de Drummond…), me lembram exatamete como me vêem as idéais enquanto vejo um filme, totalmente separadas entre si, ao ponto de eu me sentir louco, idéias sobre as mais variadas coisas…Isso pois o Cinema tem muito da “Arte total” ( q não sei o q é pros outros, mas pra mim chamam-na assim porque ela tem música, fotografia, texto…), e tudo isso são portas pra mais e mais idéias…É isso aí Tiago!

  3. Olá, Thiago.

    Gostei bastante da concisão e senbilidade. E felizes as relações percebidas.

  4. ô Basílio,

    outro Tornatore pra assistir: “Uma simples formalidade” (Una pura formalità).

  5. Thiago,

    De forma clara e concisa você conseguiu transmitir a essência de cada obra.
    Você analisa com os olhos da alma.
    Parabéns!!!

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