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		<title>Ambidestria</title>
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		<title>Sem Mais</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 00:52:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aldamara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Sei que tudo deu errado no fim das contas E agora que já passou sei apontar todos os erros Mas o que a gente faz com eles? O que a gente faz com a gente? Pensei muito tempo sobre isso e queria te perguntar se você pode vir aqui e dormir comigo só mais uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1147&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sei que tudo deu errado no fim das contas<br />
E agora que já passou sei apontar todos os erros<br />
Mas o que a gente faz com eles?<br />
O que a gente faz com a gente?<br />
Pensei muito tempo sobre isso e queria te perguntar se você pode vir aqui e dormir comigo só mais uma vez<br />
Quero te ver e lembrar o quão isto era importante pra mim noutros tempos</p>
<p>Por mais que eu saiba que acabou<br />
Que eu saiba que podia ter dado certo e não deu<br />
Ainda sim gosto de enterrar meu mortos pertinho de mim<br />
Sinto mais saudade quando você está perto<br />
Dói demais te ver e não te querer mais<br />
Sinto saudade não de você<br />
Mas sim do tempo em que sentia saudades suas quando passava o fim de semana sem te ver<br />
De quando sentia saudades olhando a caneca azul que roubamos daquele café<br />
Porque estes cacos têm que ficar comigo?<br />
Os seus livros<br />
Os potes vazios<br />
As presilhas de cabelo<br />
As cartas não entregues<br />
Meu Deus quantas cartas!<br />
As nossas fotos?<br />
Reclamo dos cacos mas não vivo sem eles<br />
Fico com raiva quando me lembro de como éramos<br />
Mas me entristece tanto tanto quando percebo que me esqueço de nós<br />
Espalho então os cacos no chão e me pego a olhar para eles de vez em quando</p>
<p>Usamos o tempo como se fosse nosso<br />
Usamos mas não pudemos guardar nada<br />
Nem mesmo uma tardezinha pra voltar e vivê-la assim, num dia de sol quando o asfalto estala e nos sentimos ainda mais miseráveis<br />
Vivemos todo ele com uma sede tamanha!<br />
Mas não podemos nem mesmo lembrar direito<br />
Lembrar tudo limpinho, sentir o que a gente sentia<br />
Alguns buracos aparecem e vão aumentando<br />
Comendo meus caquinhos que seguro com as mão suadas e frias<br />
Deixando os sorrisos amarelados nas fotos cada vez mais pálidas<br />
Brincamos enquanto o tempo passava e agora não podemos segurá-lo nem mesmo um instante<br />
Pedir &#8216;me espera&#8217; só para prestar atenção mais um instante naqueles seus cadarços azuis-céu<br />
Te vejo perder a cor enquanto ele passa<br />
E queria pedir prele parar de correr só um pouco<br />
Parar preu poder olhar bem pra você enquanto ainda tem cheiro<br />
cor<br />
calor<br />
gosto<br />
Meu amor<br />
Nosso amor me fez te ver com certa amargura<br />
Senti cada segundo da nossa morte<br />
E te ver agora me deixa desconcertada<br />
Lembro de tudo da minha vida que já foi<br />
De tudo que eu perdi<br />
de tudo que eu esqueci<br />
Olho pra você e me dói que dói tanto assim de ser quase indecente<br />
E tenho vontade de te comer e guardar você dentro de mim<br />
Só pra não precisar te ver<br />
E você não precisar ir embora<br />
Não precisar decidir nada<br />
Tenho tanta, mas tanta saudade também da época que minha mãe me colocava no colo<br />
Dizia que tudo ia bem bem, e assim, bem devagarinho as coisas iam ficar no lugar certo<br />
Que eu não precisava chorar<br />
Que o joelho ia melhorar<br />
O sangue ia secar<br />
E que ela ia sempre me proteger<br />
que sempre estaria alí<br />
Mas sei bem agora que ela sempre esteve indo embora<br />
O sangue às vezes apodrece e junta bicho antes de secar<br />
O joelho nem sempre melhora e a gente acaba ficando manco para a vida inteira<br />
As coisas nem sempre vão assim, ficando nos conformes<br />
Às vezes é preciso arrumá-las mesmo sabendo que os cacos cortam<br />
Que não colam<br />
Que no fim você vai sentar sozinho<br />
E fazer seus próprios curativos<br />
Sua própria morada<br />
Seu próprio café</p>
<p>Sabe<br />
Gastei tudo o que eu tinha com você<br />
Mas pra onde foi tudo isso?<br />
Não<br />
Não quero nada de volta<br />
Tudinho que eu te dei fica com você<br />
Este castigo é seu<br />
Os meus castigos eu guardo aqui, debaixo da minha cama<br />
Nos cantos dos meus olhos<br />
No batucar dos meus dedos<br />
No meu jeito de rir<br />
Embaixo dos tapetes<br />
Enterrados e aguados todo o tempo<br />
Nas minhas novas rugas<br />
Olho bem pra elas e lembro de você<br />
Lembro que morro assim enquanto ainda vivo bem viva</p>
<p>Antes achava que a pessoa morria assim<br />
De repente<br />
Estava bem e feliz e jovem<br />
Depois caía dura no chão<br />
Sem mais<br />
Mas te vi apodrecendo dentro de mim<br />
Devagarinho<br />
Como, como eu tentei te empalhar!<br />
Chorei muito quando via seus olhos desbotados<br />
Agora não choro mais<br />
Pois morro também e meus olhos também estão desbotados<br />
E, por mais que eu saiba que agora já não existe mais nada<br />
E que me sinto livre<br />
Percebo que precisava das nossas mentiras pra sair do lugar<br />
Percebi que o que me fazia voar era o medo<br />
A vontade de escapar<br />
Desfiz os meus muros, destranquei todos os portões e roí as amarras da canoa<br />
Agora me enterro na minha liberdade viscosa e vazia<br />
E digo adeus às minhas asas e meus remos<br />
que já não me servem de nada<br />
Pois agora tenho medo do que sei que está aqui<br />
Não há mais dúvidas<br />
Meias palavras</p>
<p>Fica quietinho e deita aqui do meu lado<br />
Vem ficar comigo mais uma noite<br />
Vem ser sozinho junto comigo<br />
Assim a gente assiste o outro morrer<br />
E faz anotações sobre a morte<br />
Sobre as fezes<br />
Sobre os bebês<br />
Sobre os bêbados<br />
Sobre as ervas daninhas<br />
Sobre os derivados do leite<br />
Sobre o nosso dessabor<br />
Sobre o nosso desamor<br />
Do nosso fedor<br />
E lembra de que antes isso ia doer<br />
E lembrando disso aí dói<br />
E é bom doer<br />
Porque assim a gente sente o cheiro de sangue<br />
De vida<br />
Porque a única maneira de permanecer vivo por enquanto<br />
é morrendo.</p>
<br />Filed under: <a href='http://ambidestria.wordpress.com/category/uncategorized/'>Uncategorized</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambidestria.wordpress.com/1147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambidestria.wordpress.com/1147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambidestria.wordpress.com/1147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambidestria.wordpress.com/1147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ambidestria.wordpress.com/1147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ambidestria.wordpress.com/1147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ambidestria.wordpress.com/1147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ambidestria.wordpress.com/1147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambidestria.wordpress.com/1147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambidestria.wordpress.com/1147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambidestria.wordpress.com/1147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambidestria.wordpress.com/1147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambidestria.wordpress.com/1147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambidestria.wordpress.com/1147/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1147&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Quatro horas.</title>
		<link>http://ambidestria.wordpress.com/2010/01/30/quatro-horas/</link>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 14:27:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emvôo Verme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Sei não ser um bom texto. Escrevi-o há muito tempo. <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1113&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a name="7535817144020497139"></a></p>
<h3><span style="font-weight:normal;font-size:13px;"><strong>Um telefonema às </strong><em><strong>4 horas</strong></em><strong> da manhã.</strong></span></h3>
<div>
<div>- Alô?</div>
<div>- Nah, sou eu.</div>
<div>- Oooi, Linda. Tudo bem? &#8216;Tá acontecendo alguma coisa?</div>
<div>- Não&#8230; Sim&#8230; Está tudo bem sim. Apenas tenho pensado&#8230; É que me aconteceu algo essa noite e eu precisava conversar.</div>
<div>- Ai, fale.</div>
<div>- Fui a um show. Sabe aquele? Acho que cheguei a comentar com você&#8230;</div>
<div>- Sim, falou.</div>
<div>- Então, foi lá no Espaço Fundo.</div>
<div>- Odeio aquele lugar.</div>
<div>- Bom, cheguei até cedo. Fui com a turminha&#8230; A Ana estava lá.</div>
<div>- Manda um beijo para ela quando a ver de novo, sinto saudades.</div>
<div>- Então, eu estava toda distraída, quando o Fiver veio falar comigo. Lembra dele?</div>
<div>- Nossa, ele estava lá? Não sabia que ele saia de casa&#8230; Saudade daquele rapaz. Sempre gentil e educado – eu sempre o achei um pouco feliz de mais, sabe?</div>
<div>- Pois é, também sempre achei, mas sempre pensei que o que ele mais precisasse é de amigos, gente mesmo, próximo dele. Sempre o tratei bem, embora às vezes ele passasse mesmo do limite.</div>
<div>- Mesmo. Isso também.</div>
<div>- Então, ele veio, me cumprimentou, conversamos sobre cursinhos, faculdades. Perguntou-me de ti.</div>
<div>- Que graça.</div>
<div>- E depois ele saiu, parecia estar com uma turma lá, não reconheci ninguém. Foi rápido, pareceu-me um pouco tímido, mas normal, nada de mais.</div>
<div>- Mas o que está te tirando o sono então?</div>
<div>- Até então tudo bem. Não aconteceu nada, mas no meio do show ele passou por mim com pressa. Pensei em fala com ele, mas me pareceu urgente, a pressa e tal. Pouco depois o vi voltando, cantando, sorrindo. Não me contive e, pelos velhos tempos&#8230;</div>
<div>- Você gritou? &#8211; uma risada alta &#8211; sempre fomos loucas.</div>
<div>- É, gritei bem alto o apelido dele. Com um sorriso, assustado e encabulado, ele me viu, mas continuou, até mais saltitante que antes.</div>
<div>- Que bobo e que boba.</div>
<div>- Nessa hora eu havia ficado sozinha pois o povo todo tinha ido ao banheiro e eu queria mesmo ver o show. Alguns passos depois ele se virou para mim com uma expressão séria, mas não muito; e veio de volta. Ai, sim, foi um pouco estarrecedor.</div>
<div>- Ai, meu Deus! O que foi?</div>
<div>- Eu ia rir e falar que eu tava brincando, mas não deu tempo. “Acabo de me dar conta”, ele começou a falar, “que esta poderá vir a ser a última noite que te vejo.”</div>
<div>- Nossa, que drama.</div>
<div>- É, eu sei, mas é o Fiver. Eu precisava ouvir e ele continuou; “Claro que existe o acaso de nos esbarrarmos e não me surpreenderia caso não nos reconhecêssemos.”</div>
<div>- Muito, muito drama.</div>
<div>- ESCUTA! Ele falou: “Não é preciso ser muito esperto para saber, para ver, reconhecer que não existem mulheres por ai como você. Por isso eu me arrependeria o resto da minha vida se não viesse aqui falar com você agora. Toda sua delicadeza, charme, encanto. Tudo. Nessa simpatia e educação, nesses lindos olhos, olhos que refletem alegria e pureza de um sorriso. Indiscutivelmente bela.” ou algo assim&#8230;</div>
<div>- Uou!</div>
<div>- Imagina a cara que eu já estava nesse ponto&#8230;</div>
<div>- O que você falou?</div>
<div>- O que você falaria?</div>
<div>- Não sei se teria palavras.</div>
<div>- Exatamente. Espere, que ainda não acabou. “Sabendo ser quase zero as chances de me deparar com alguém assim, preciso-lhe pedir um beijo. Algo que mostre o valer a pena, que me faça, através de um beijo teu, um beijo ateu, voltar a acreditar em Deus.”</div>
<div>Ambas ouvem um suspiro.</div>
<div>- E ai?</div>
<div>- Ai que me olhando nos olhos, senti-me ludibriada, hipnotizada e, quando voltei a mim, ele estava me abraçando e se aproximando devagar.</div>
<div>- Não acredito! – rindo.</div>
<div>- Quando ele estava muito próximo, inconscientemente, virei o rosto.</div>
<div>- Não acredito! – irada.</div>
<div>- É o Fiver. O Fiver! Você esperava o que?!</div>
<div>- Não sei, não consigo imaginá-lo falando tudo isso. Foi, meio que, meio que&#8230; Lindo.</div>
<div>- Não se apressa. Foi então que ele me deu um beijo na face, me abraçou forte como se fosse, mesmo, nunca mais me ver e lentamente foi saindo.</div>
<div>- Como assim? Você não disse nada?! Não fez nada?</div>
<div>- Não soube na hora, fiquei ali, de olhos fechados, com o rosto virado, do jeitinho que ele me soltou. Fiquei ali, ainda sentindo seu abraço, seu calor e perfume.</div>
<div>- Não creio que você não falou nada e deixou-o ir assim.</div>
<div>- Olha você se apressando de novo.</div>
<div>- Não acredito! Então conta logo – desacreditada.</div>
<div>- Eu devo ter pensando por uns dez segundos, ali de olhos fechados, quando que, quase que por um impulso, sai correndo. Não pude deixá-lo ir assim. Fui atrás dele. Não sabia o que falar, não tinha o que falar. Com o coração na boca, não sei como consegui, mas gritei-lhe. Acredito que desacreditando. Parei diante dele e apenas disse: “olha,&#8230;” Do nada! Inexplicavelmente, indescritivelmente, ele me silenciou com um beijo. Imagina só: coração na boca por não ter o que falar, respirando fundo por ter corrido e perdidamente sem ar por culpa daquele susto e beijo.</div>
<div>- Que demais. O Fiver?!?!!!!</div>
<div>- Foi um dos mais embaraçados momentos da minha vida.</div>
<div>- Hã? Por quê?!</div>
<div>- Foi tão bom, tão intenso&#8230; Que desmaiei!</div>
<div>- &#8230;</div>
<div></div>
<div><span style="color:#ff0000;">&#8230;</span></div>
<div></div>
<div><em><strong>Dois dias depois</strong></em><strong>, após</strong><em><strong> quatro horas</strong></em><span style="color:#000000;"> de frente para uma enorme TV, comendo e jogando vídeo-game, ouve-se:</span></div>
<div>- Então, se o primeiro e segundo colocados empatarem, e meu time ganhar, ainda temos chance.</div>
<div>- Chance?</div>
<div>- É, de garantir o sétimo lugar.</div>
<div>- Hum&#8230;</div>
<div>- &#8230;</div>
<div>- Ow, sabe o show que teve esses dias?</div>
<div>- Do Espaço Fundo? ‘Cê foi?</div>
<div>- Fui.</div>
<div>- ‘Tava da hora?</div>
<div>- Muito bom. Sabe a Tá?</div>
<div>- A que anda com a Ná e com a Ana?</div>
<div>- Isso&#8230; Catei.</div>
<div>- Ow, gata!</div>
<p>- &#8230;<br />
- Viu o último game de destruição em massa que saiu?</p></div>
<br />Filed under: <a href='http://ambidestria.wordpress.com/category/uncategorized/'>Uncategorized</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambidestria.wordpress.com/1113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambidestria.wordpress.com/1113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambidestria.wordpress.com/1113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambidestria.wordpress.com/1113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ambidestria.wordpress.com/1113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ambidestria.wordpress.com/1113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ambidestria.wordpress.com/1113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ambidestria.wordpress.com/1113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambidestria.wordpress.com/1113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambidestria.wordpress.com/1113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambidestria.wordpress.com/1113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambidestria.wordpress.com/1113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambidestria.wordpress.com/1113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambidestria.wordpress.com/1113/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1113&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Desesperiencia de Vida.</title>
		<link>http://ambidestria.wordpress.com/2009/12/31/desesperiencia-de-vida/</link>
		<comments>http://ambidestria.wordpress.com/2009/12/31/desesperiencia-de-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 16:08:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emvôo Verme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Emvôo Verme]]></category>
		<category><![CDATA[Pretérito mais que Imperfeito]]></category>

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		<description><![CDATA[O dia estava lindo e ele queria ver o mar.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1058&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Ele vinha com seu já mancado, marcado, sorriso macio. Eternamente Sorrindo. Uma vida feliz, colorida, sem muito. Faltava-lhe a séria capacidade de ver que seu mundo ia além daquelas estrelas – que nem lhe brilhavam. Junto daquele perdido inocente, vivam-lhe também seus malfeitores: um, Munido de Ódio, quanto ao outro, estava apenas Tão Perdido quanto ele mesmo – fato que só viria a perceber tarde, tarde de mais. Era um dia claro. O sol se exigindo, só se exibindo. Não tendo de dividir todo aquele azul de dia bonito com as intrometidas das nuvens. Seu era o céu. Eternamente sorrindo descia as escadas entretido com suas mãos: duas; dedos: dez; dobras, unhas, únicas, juntas e separadas; todas aquelas incontáveis impressões digitais. Deve haver mais linhas que estrelas – disso ele entendia, pois já havia contado as estrelas: setenta e quatro – até que adormeceu. Caminhava normalmente com olhos de ver borboleta. Sentia uma extrema necessidade de respirexistir.</p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;font-size:13px;">Munido de Ódio se perdia, sentado, se entretendo com seus sem fins afazeres. Olhos baixos. Não fazia, não se via, nem vivia do mesmo fácil mundo. Impensável. Sabia-se perfeito e, assim, indispensável. Corria-lhe as horas como obrigações do futuro ao passado. Possuía no seu umbigo os amigos do trabalho. De fato, não conhecia o mundo, mas, ao menos, sabia da existência deste.</span></h3>
<div style="text-align:justify;">
<div>Também, Perdido no Mundo. Impunha muito medo. Não se sabia melhor ou capaz. Desconfiado. Fechado. Capataz. Temia, mesmo, a si mesmo. Acordava, quando dormia, vezes no meio da noite. Tinha na TV, e em seus mil e mais canais, uma melhor amizade – sincera, recíproca – honesta fonte de segurança e informação. Raramente para baixo olhava, mas quando fazia&#8230;</div>
<div style="text-align:justify;">Um dia perdido na memória daqueles que, juntos, residiam – do Sorrindo em especial. Decido, destemido – pobre – desce com pressa às vias que lhe chegam à porta. Estava louco, comido, queria sair, queria ver o mar. Já com um pé para fora, ocorreu-lhe um sério erro: retornou. Com fins de usar o banheiro, não que sentisse necessidade, mas mais para que não sentisse. Voltou saltivoando e pensando consigo “vou num pé, volto noutro, num pé, noutro”. Saindo. Descarga dada. Economize luz e salve o planeta. Lave as mãos. Em um brilho e passos voltou se abanando, pois não secou, na pequena toalha laranja-manchada, próxima ao espelho, suas mãos. Pressa, muita pressa. Quando passa do amarelo para o azul, surge dentre os sofás e, ao passar em frente da TV, gotículas de mãos lavadas se kamikazaram àquele que, da TV, não largava. Sem saber direito, ou sabendo exatamente, levantou-se Tão Perdido contra à alegria que, inocentemente, ali se estabelecia. O Eternamente, rapidamente, percebendo o desentendido e, até então, não acreditando no medo associado àquela muralha, que, encarando-o, permanecia de cima, riu-se. Numa falta de entendimento, palavras ou noção: um palavrão. Sorrindo estala os dedos para mostrar que não é nada, mandando mais gotículas da mão mal secada. Totalmente mal-entendido por aquele que, como último aviso, bufou todas suas incertezas e, sem pensar duas vezes, ou pensando mais de duas, deu-lhe um solavanco inesperado. Dois punhos fechados no peito, que decolaram o sorriso para além do encosto do sofá, através do friso; caindo, com as pernas para cima, de costas no frio e branco piso. Aquilo que deve ter sido horas, não passou de minutos para o Sorriso – que apagou. Ouvia apenas uma discussão. Seu vôo parecia ter trazido de volta ao mundo munido de ódio, que, desentendido, veio tirar satisfação em pró do sorriso e da alegria. Lá, deitado, conhecia a dor, as lágrimas, o gosto do medo e do sangue. Nunca teve tanta triscerteza de sua parca existência. Ainda zonzo, achou que logo teria amparo, não teve, entretanto. Sentindo-se sózibrio, quase, levantou com suas próprias pernas. Muito frio. Não entendia. Não pode sorrir: vazio e sem rumo. Quieto. Com retidos passos, subiu a interminável avarenta escada, que não economizava em ecoar os tremores dele. No dia seguinte, a vida era a mesma. TV na programação. Mesa ocupada de se fazeres. Um Sorriso somente foi visto quando descia os degraus com pressa, eternamente. O dia estava lindo, ele queria ver o ma<span style="color:#ff0000;">r.</span></div>
</div>
<br />Publicado emEmvôo Verme, Pretérito mais que Imperfeito  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambidestria.wordpress.com/1058/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambidestria.wordpress.com/1058/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambidestria.wordpress.com/1058/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambidestria.wordpress.com/1058/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ambidestria.wordpress.com/1058/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ambidestria.wordpress.com/1058/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ambidestria.wordpress.com/1058/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ambidestria.wordpress.com/1058/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambidestria.wordpress.com/1058/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambidestria.wordpress.com/1058/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambidestria.wordpress.com/1058/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambidestria.wordpress.com/1058/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambidestria.wordpress.com/1058/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambidestria.wordpress.com/1058/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1058&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Divã de Papel</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 04:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jacqueline Lafloufa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cenas]]></category>
		<category><![CDATA[Jacqueline Lafloufa]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Silêncio na sala. Dá pra ouvir o protejor funcionando. A única voz que ressoa é a do professor. Num ar terrorista, ele bate na mesa. Frisa. Fala o que dói como quem faz um favor. Se manter naquela sala é como se forçar a crescer, a enfrentar, a se segurar. Você mesmo não entende o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1115&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Silêncio na sala. Dá pra ouvir o protejor funcionando. A única voz que ressoa é a do professor.</p>
<p>Num ar terrorista, ele bate na mesa. Frisa. Fala o que dói como quem faz um favor.</p>
<p>Se manter naquela sala é como se forçar a crescer, a enfrentar, a se segurar. Você mesmo não entende o que faz ali, mas por algum motivo, continua.</p>
<p>Ele questiona sua vida, seus métodos, suas escolhas, e não te deixa retrucar. Ele diz que quer saber o que mudou em você. Você acredita que o papel é o divã.</p>
<p>Ambos erram. Nenhum assume.</p>
<br />Publicado emCenas, Jacqueline Lafloufa, Uncategorized  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambidestria.wordpress.com/1115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambidestria.wordpress.com/1115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambidestria.wordpress.com/1115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambidestria.wordpress.com/1115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ambidestria.wordpress.com/1115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ambidestria.wordpress.com/1115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ambidestria.wordpress.com/1115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ambidestria.wordpress.com/1115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambidestria.wordpress.com/1115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambidestria.wordpress.com/1115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambidestria.wordpress.com/1115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambidestria.wordpress.com/1115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambidestria.wordpress.com/1115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambidestria.wordpress.com/1115/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1115&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ainda há muito a se fazer de bom</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 03:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jacqueline Lafloufa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jacqueline Lafloufa]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Vik Muniz disse certa vez que &#8220;o cérebro não colhe idéias no canteiro do ócio&#8220;. Mover-se, tentar e arriscar são formas de aprendizado, e toda experiência é válida. Nesses quase dois anos de existência, o Ambidestria foi um grande risque-rabisque, cheio de talentos que, cada qual ao seu estilo, mostraram o que fazem de bom. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1145&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://ambidestria.files.wordpress.com/2009/12/ba62591.jpg"><img class="aligncenter" title="BA62591" src="http://ambidestria.files.wordpress.com/2009/12/ba62591.jpg?w=417&#038;h=276" alt="" width="417" height="276" /></a></p>
<p>Vik Muniz disse certa vez que &#8220;<em>o cérebro não colhe idéias no canteiro do ócio</em>&#8220;. Mover-se, tentar e arriscar são formas de aprendizado, e toda experiência é válida. Nesses quase dois anos de existência, o Ambidestria foi um grande risque-rabisque, cheio de <strong>talentos </strong>que, cada qual ao seu estilo, mostraram o que fazem de bom. E o fizeram muito bem.</p>
<p>Mas sempre existe a hora de parar, de buscar novos rumos, de mudar e mover-se novamente, em outra direção, em busca de experiências diversas. Ao invés de caminhar olhando para o cascalho, ou prestando atenção apenas nos tropeços, é preciso levantar a cabeça e visualizar o horizonte a nossa frente, cheio de possibilidades. A vida não é sobre encontrar a si mesmo, mas sobre inventar-se.  Não tenha medo do que possam falar, nem das críticas que podem, certas vezes, ser mais destrutivas do que construtivas. <strong>Arrisque</strong>!</p>
<p>O Ambidestria surgiu para <strong>incentivar </strong>talentos obscurecidos por contra-capas de cadernos, folhas soltas entre livros, gente que faz coisa boa e não mostra pra ninguém. Permitimos que arriscassem, tentassem, experimentassem. Mostramos muita coisa boa. Muita coisa boa <strong>mesmo</strong>.</p>
<p>E ao chegarmos ao fim, não abrimos falência. Pelo contrário:  descobrimos que já <strong>cumprimos nossa função</strong>. Nesses quase dois anos de existência, foram diversos colunistas, centenas de comentários, mais de 50 mil visualizações e muita história pra contar. Não se trata da bancarrota, mas de saber quando é chegada a hora de parar e rumar em outra direção. E de instigarmos quem esteve conosco esse tempo todo a inovar e buscar novos e diferentes caminhos.</p>
<p><strong>Agradeço a todos</strong> que acreditaram no projeto, que sugeriram mudanças e melhoras, e em especial a todos aqueles que contribuíram com o blog nesse meio tempo. Saibam que foi um prazer poder contar com a participação de todos, e que me sinto orgulhosa de ter visto tanta coisa boa no Ambidestria, que se tornou um interessantíssimo<strong> repositório de idéias e talentos</strong>. A presença de vocês foi <strong>crucial </strong>para que pudéssemos chegar onde chegamos.</p>
<p>A todos vocês o meu sincero <strong>muito obrigada</strong>.</p>
<p>Chegar ao fim não significa apagar as pegadas do caminho, e é por isso que os textos do Ambidestria serão mantidos em seus devidos lugares. Quem nos acompanha poderá sempre voltar e conferir seu texto favorito, comentar ou entrar em contato com os autores. Em 2010 fechamos nossas portas virtuais, mas mantemos as janelas sempre abertas, à disposição de quem quiser olhar.</p>
<p>Encerro o Ambidestria como quem fecha um ciclo, na certeza de que ainda há muita coisa a se fazer de bom.</p>
<p>Abraços,<br />
Jacqueline Lafloufa</p>
<br />Publicado emJacqueline Lafloufa, Notícias  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambidestria.wordpress.com/1145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambidestria.wordpress.com/1145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambidestria.wordpress.com/1145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambidestria.wordpress.com/1145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ambidestria.wordpress.com/1145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ambidestria.wordpress.com/1145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ambidestria.wordpress.com/1145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ambidestria.wordpress.com/1145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambidestria.wordpress.com/1145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambidestria.wordpress.com/1145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambidestria.wordpress.com/1145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambidestria.wordpress.com/1145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambidestria.wordpress.com/1145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambidestria.wordpress.com/1145/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1145&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Undertow</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 02:54:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cronopia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambigauche]]></category>
		<category><![CDATA[Vivian Matsui]]></category>

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		<description><![CDATA[oceano de ilimites. um peixe sonha nadar até a margem, perdido do cardume. cansado de desfilar em solenidade pública algum nado sincronizado. ao fundo as algas dançam melancolicamente no ritmo bêbado da maresia. as pedras aplaudem com soluço. cada vai e vem tão delicado &#8211; violência! &#8211; dessa maré esconde a verdade de que todo esse [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1126&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>oceano de ilimites. um peixe sonha nadar até a margem, perdido do cardume. cansado de desfilar em solenidade pública algum nado sincronizado. ao fundo as algas dançam melancolicamente no ritmo bêbado da maresia.</p>
<p>as pedras aplaudem com soluço.</p>
<p>cada vai e vem tão delicado &#8211; violência! &#8211; dessa maré esconde a verdade de que todo esse mar, amargo e absoluto, esteja inteiro contido numa gota de lágrima daquele que chora sozinho.</p>
<br />Publicado emAmbigauche, Vivian Matsui  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambidestria.wordpress.com/1126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambidestria.wordpress.com/1126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambidestria.wordpress.com/1126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambidestria.wordpress.com/1126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ambidestria.wordpress.com/1126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ambidestria.wordpress.com/1126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ambidestria.wordpress.com/1126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ambidestria.wordpress.com/1126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambidestria.wordpress.com/1126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambidestria.wordpress.com/1126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambidestria.wordpress.com/1126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambidestria.wordpress.com/1126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambidestria.wordpress.com/1126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambidestria.wordpress.com/1126/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1126&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Post de fim de ano (e da coluna)</title>
		<link>http://ambidestria.wordpress.com/2009/12/17/post-de-fim-de-ano-e-da-coluna/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 02:17:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Ishida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cybernet]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Ishida]]></category>

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		<description><![CDATA[Último post da coluna, contendo alguns dados e informações, além de previsões da Mãe Ishida.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1123&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, o fim do ano está acabando e essa coluna chamada Cybernet também. Ou seja, esse será meu último post no Ambidestria.</p>
<p>Por ser o último, vou fazer uma listagem do que gostaria de dizer algumas opiniões:</p>
<p>- o blog e as comunidades de informação são o futuro do ciberespaço, todas palpadas em acesso cada vez mais móvel e diversificado à Web.</p>
<p>- dentro de dois anos, será encontrado uma forma/paradigma eficiente para cobrar conteúdo online, tanto para o jornalismo quanto para os outros serviços. Será um casamento entre conteúdo gratuito e pago. Um casamento que será bem atraente para os consumidores, agradando gregos e troianos.</p>
<p>- em dois a quatro anos, a diversidade de recursos começará a encontrar seus limites e cairemos em meia dúzia de modelos concretos e estruturados em termos de acessibilidade, usabilidade e interatividade na Web. Talvez isso abra espaço para a criação de uma nova Web, pois o cenário com os dispositivos móveis poderá ser remoldado por conta da maciça entrada desses.</p>
<p>Enfim, para quem tiver interesse, tenho um blog pessoal, que escrevo algumas reflexões e resenhas de livros sobre comunicação e cibercultura/Web. O endereço é midializado.blogspot.com</p>
<p>Escrevo no blog CromossomoP, postando algumas notícias mais destacadas na Web. O endereço é cromossomop.blogspot.com</p>
<p>Meu e-mail para contato é gabriel.minoru.ishida@gmail.com . Sempre tenho interesse em trocar idéias com outras pessoas, pois valorizo muito o intercâmbio de conhecimento.</p>
<p>Tenho um twitter (twitter.com/gabrielishida) que posto algumas coisas que acho interessante e algumas besteiras também.</p>
<p>Gostaria de agradecer ao pessoal do Ambidestria pela oportunidade de ter um espaço para escrever e principalmente por ter me oferecido um contato maior com outros tipos de trabalho presentes nesse projeto.</p>
<p>Também gostaria de agradecer pelos comentários enriquecedores e reflexivos sobre meus posts, pois é o que sempre busco: refletir, criticar e encontrar novos pontos de vista para cada assunto. Isso acho importantíssimo para um estudante em comunicação.</p>
<p>Obrigado a todos e que tenham um ótimo final de ano de 2009, que para mim foi sensacional!</p>
<p>Gabriel Ishida</p>
<p>Midialogia &#8211; Unicamp</p>
<br />Publicado emCybernet, Gabriel Ishida  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambidestria.wordpress.com/1123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambidestria.wordpress.com/1123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambidestria.wordpress.com/1123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambidestria.wordpress.com/1123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ambidestria.wordpress.com/1123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ambidestria.wordpress.com/1123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ambidestria.wordpress.com/1123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ambidestria.wordpress.com/1123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambidestria.wordpress.com/1123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambidestria.wordpress.com/1123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambidestria.wordpress.com/1123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambidestria.wordpress.com/1123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambidestria.wordpress.com/1123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambidestria.wordpress.com/1123/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1123&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Mala</title>
		<link>http://ambidestria.wordpress.com/2009/12/13/mala/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 16:06:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jacqueline Lafloufa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cenas]]></category>
		<category><![CDATA[Jacqueline Lafloufa]]></category>

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		<description><![CDATA[Pra começo de conversa, ela sempre detestou convenções. Principalmente as que não tem explicações lógicas. E se era pra carregar e parir um filho, as coisas não iam ser convencionais pra ela. Antes de se dispor a cagar uma melancia, ela queria ter certeza de que não seria apenas uma mala para carregar uma criança [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1117&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pra começo de conversa, ela sempre detestou convenções. Principalmente as que não tem explicações lógicas. E se era pra carregar e parir um filho, as coisas não iam ser convencionais pra ela.</p>
<p>Antes de se dispor a cagar uma melancia, ela queria ter certeza de que não seria apenas uma mala para carregar uma criança por nove meses.</p>
<p>Uma das suas condições era burocrática: seu sobrenome no final, sem choro e nem vela. Não adianta vir escrivão dizendo que não pode, que não é assim que se faz tradicionalmente&#8230; &#8220;Foda-se a tradição, quem carregou fui eu, o último nome é meu.&#8221;</p>
<p>Pra ter certeza de que tudo sairia fora das convenções, ela mesma registraria o rebento. Sem essa de mãe lá no hospital, recuperando-se do trauma, e pai feliz com mais duas testemunhas escolhendo o nome do bebê. Se o pai regatear ela já  tem pronta uma ameaça: &#8220;quem disse que o filho é teu?&#8221;</p>
<p>Afinal, os homens nunca sabem.</p>
<br />Publicado emCenas, Jacqueline Lafloufa  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambidestria.wordpress.com/1117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambidestria.wordpress.com/1117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambidestria.wordpress.com/1117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambidestria.wordpress.com/1117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ambidestria.wordpress.com/1117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ambidestria.wordpress.com/1117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ambidestria.wordpress.com/1117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ambidestria.wordpress.com/1117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambidestria.wordpress.com/1117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambidestria.wordpress.com/1117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambidestria.wordpress.com/1117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambidestria.wordpress.com/1117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambidestria.wordpress.com/1117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambidestria.wordpress.com/1117/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1117&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Óculos do Google!</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 19:38:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Ishida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cybernet]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Ishida]]></category>

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		<description><![CDATA[O Google lançou mais um produto para a sua extensa lista: um óculos inteligente para seu celular. <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1109&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fascinante esse novo recurso do Google para dispositivos móveis. O que mais me fascina é o sistema de reconhecimento: se antes precisávamos de determinados códigos para produzir o conteúdo (como QR Code e os dispositivos de Realidade Aumentada), se esse Google Goggles funcionar realmente, damos um novo passo para a convergência da informação. Vejam o vídeo promocional.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://ambidestria.wordpress.com/2009/12/11/oculos-do-google/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Hhgfz0zPmH4/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />Publicado emCybernet, Gabriel Ishida  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambidestria.wordpress.com/1109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambidestria.wordpress.com/1109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambidestria.wordpress.com/1109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambidestria.wordpress.com/1109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ambidestria.wordpress.com/1109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ambidestria.wordpress.com/1109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ambidestria.wordpress.com/1109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ambidestria.wordpress.com/1109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambidestria.wordpress.com/1109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambidestria.wordpress.com/1109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambidestria.wordpress.com/1109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambidestria.wordpress.com/1109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambidestria.wordpress.com/1109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambidestria.wordpress.com/1109/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1109&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Qualquer um de filtro branco</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 19:03:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>harleytoniette</dc:creator>
				<category><![CDATA[Autores]]></category>
		<category><![CDATA[Cachorro-quente não usa coleira]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Harley Toniette]]></category>

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		<description><![CDATA[Não tenho nada contra a pós-modernidade. Nada mesmo. E nem posso ter, pois até esse momento ainda sequer completei três décadas de existência (apesar de estar perto), o que me faz ser (mesmo que não quisesse) um dos filhos dessa pós-modernidade. Às vezes, quando converso com um carioca cinquentão amigo meu, percebo que não há [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1091&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não tenho nada contra a pós-modernidade. Nada mesmo. E nem posso ter, pois até esse momento ainda sequer completei três décadas de existência (apesar de estar perto), o que me faz ser (mesmo que não quisesse) um dos filhos dessa pós-modernidade. Às vezes, quando converso com um carioca cinquentão amigo meu, percebo que não há como fugir de ser um filho da pós-modernidade. Não, esse cinquentão não é um careta barrigudo chato (tudo bem, um pouco barrigudo&#8230;). O cara é muito bem humorado, e deixa muito <em>garotinho juvenil</em> que conheço no chinelo. O que me faz perceber essa pós-modernidade é o trato que a rapaziada em geral tem com as tranqueiradas do dia-a-dia. Segundo esse amigo meu, lá nos idos dos anos 80 – nesses tempos eles é que eram os modernos &#8211; era muito raro ver alguém fazendo essas coisas, mesmo os que tinham muita grana (pelo menos no Brasil), e o <em>foco</em> da geração não era esse (além, é claro, da tecnologia que ainda não existia não só por aqui). Não tem nada a ver com ser capaz ou não. Nada a ver mesmo. É o lance de <em>estar focado</em>. Enfim&#8230; Mas esse não é nem o assunto do qual vou tratar.</p>
<p>          Não tenho nada contra a pós-modernidade. Nada mesmo. Já disse e retomo. O que me deixa às vezes perplexo é a mudança – e também a queda – de alguns padrões tão arraigados na vida cotidiana, e que pareciam, de certa forma, imutáveis e indispensáveis. Estava eu um dia pensando, após falar com meu pai pelo telefone, sobre um hábito que, durante longos anos, fez parte do meu ambiente familiar: <em>fumar.</em> Fumar era algo comum – e, de certa forma, inofensivo e fundamental &#8211; para quem foi adolescente durante um longo período que se iniciou sabe-se-lá-quando e que vai mais ou menos até o final da década de 90. Nesses tempos (não posso esquecer de dizer que considero os anos 90 <em>a época de um pensamento só</em>), qualquer um comprava facilmente um maço de cigarros em qualquer padaria ou bar para levar para a mãe, pai, avô, irmão, primo ou qualquer um sem ser questionado, independentemente da idade. Era comum discutir com amigos qual marca de cigarro que se iria fumar ao crescer. Cansei de ver, ao fazer compras com minha mãe, mulheres e homens colocando pacotes de cigarro em carrinhos de compra no supermercado, como um item da compra do mês. Durante muito tempo – muito tempo mesmo – o cigarro foi associado a uma sensação de <em>maturidade</em> e <em>responsabilidade</em>. Os poderosos fumavam. Os atores de cinema mais badalados fumavam. Os pais fumavam. Os irmãos mais velhos fumavam. Os intelectuais faziam seus longos discursos de posse de um longo cigarro – de filtro branco, geralmente – na mão. O primeiro cigarro significava muito mais do que simplesmente <em>fumaça</em>: significava estar próximo (pelo menos de alguma maneira) daqueles que todos queriam, de certa forma, <em>ser</em>.</p>
<p>          Na pós-modernidade não se fuma. Sou ex-fumante, e sei disso. Não defendo de maneira alguma o hábito de fumar. Também não sou <em>fiscal de fumaça </em>dos outros, já que não há nada pior que ex-fumante chato. Posso dizer que foi difícil abrir mão do cigarro, não só pela quantidade de cigarros fumados por dia (uns dois maços, mais ou menos), mas também por tudo que já foi escrito anteriormente. Largar o <em>careta</em> (gíria para cigarro) significaria ter de abrir mão de um montão de outros hábitos, como café, chocolate, ver filmes de madrugada, chá, <em>Halls, </em>pelo menos nas duas primeiras semanas, de acordo com algumas receitinhas milagrosas. O interessante é que abrir mão dos hábitos ajudava muito, já que <em>fumar</em> &#8211; como eu já disse – vai muito além de <em>aspirar fumaça</em>. Talvez, nesse ponto, somente quem já fumou entenda&#8230;</p>
<p>          Antes que me esqueça, não é à toa que os maços de cigarro trazem estampadas aquelas fotos. De certa maneira, elas tiram a beleza do maço e o <em>glamour</em> da coisa. Considero uma sacada mais ou menos feliz do idealizador. Muita gente que conheço diz não se importar, e até brinca com o fato, mas para quem já fumou antes dessas sanções sabe a diferença &#8211; e olha que a indústria do cigarro não precisava investir tanto em estética quanto investe hoje. No momento em que a sanção pegou, uma das marcas até começou a imprimir um rótulo a mais para que se pudesse cobrir as imagens, o que também foi proibido. Ou seja, <em>fumar</em>, de uns tempos para cá perdeu muito da sua beleza (para não dizer toda ela), o que, pelo menos para mim, faz com que <em>a</em> <em>moda de não fumar</em> (lembrando<em> </em>Caetano)<em> </em>realmente pegue. Como amostra final, lembro de uma cena que explica bem a idéia de <em>glamour</em>: Durante alguns anos, meu pai, típico metalúrgico do ABC (e que não fuma há nove anos), sempre pedia para que alguém comprasse um maço de cigarros sempre do mesmo modo, alguns poucos minutos antes de ir para o trabalho: entregava o dinheiro e dizia “<em>Qualquer</em> <em>um</em> <em>de</em> <em>filtro</em> <em>branco”. </em>Ele esperava, pegava o maço, se despedia e ia para o trabalho. Era como se fosse parte de seu uniforme&#8230;</p>
<br />Publicado emAutores, Cachorro-quente não usa coleira, Colunas, Harley Toniette  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambidestria.wordpress.com/1091/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambidestria.wordpress.com/1091/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambidestria.wordpress.com/1091/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambidestria.wordpress.com/1091/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ambidestria.wordpress.com/1091/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ambidestria.wordpress.com/1091/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ambidestria.wordpress.com/1091/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ambidestria.wordpress.com/1091/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambidestria.wordpress.com/1091/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambidestria.wordpress.com/1091/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambidestria.wordpress.com/1091/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambidestria.wordpress.com/1091/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambidestria.wordpress.com/1091/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambidestria.wordpress.com/1091/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambidestria.wordpress.com&amp;blog=3155592&amp;post=1091&amp;subd=ambidestria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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