Publicado em Maio 7, 2009 por aldamara
Ela preferia que eu já não fizesse nada
Pois assim eu não teria o que esperar
Mas eu me debato
E espero
E Ela se irrita com o meu sorriso sem motivo
E me estuda ao me ver tentar com todas as forças a cada dia que nasce
A agarrar com minhas garras pintadas de vermelho cada sensação
Ela briga comigo
Me diz [...]
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Publicado em Abril 29, 2009 por aldamara
Quase tudo está caído, os cantos, as ruelas e as estantes, está tudo sujo.
Recolho algumas lembranças mortas, como gatinhos afogados, e os enterro no jardim, lembro-me que me tinha esquecido deles e choro de novo, com muita ternura, como se eles tivessem acabado de morrer. Acabo encontrando na água parada e turva alguns brinquedos estragados, [...]
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Publicado em Agosto 2, 2008 por aldamara
A primeira vez que nos falamos foi por causa de uma ficha de cachorro-quente na fila da festa junina da escola do meu irmão mais novo. Lembro que emprestei para ela algumas moedas para que ela não precisasse gastar sua nota de 50.
Desde então as coisas têm tomado emprestado cheiros e cores diferentes [...]
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Publicado em Julho 4, 2008 por aldamara
Nudi se vestia com muito cuidado. Ajeitava cada babado do vestido, cada dobra do manto. Acendeu mais duas velas do candelabro de bronze do lado da penteadeira. Prendeu os cabelos longos e negros no alto da cabeça e fez uma grande trança apertada. Colocou suas luvas finas, brancas, com rendas e ornamentos de madrepérola nos [...]
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Publicado em Junho 2, 2008 por aldamara
A coisa estava escondida em uma viela escura esperando sua vítima passar por ali. Estava um tanto acuada, o tipo de gente que ela tinha que pegar estava sempre alerta e era difícil surpreender e, quando não conseguia, era realmente um tormento ouvir as explicações e motivações deles antes de devorá-los.
A viela estava molhada [...]
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Publicado em Maio 2, 2008 por aldamara
Hoje eu ouvi uma música.
Lembrei da primeira noite que eu não dormi por chorar demais. E eu não deixava mais ninguém em casa dormir em paz. Sabe, eu sou assim, agora e desde aquela época, bebendo tudo a grandes goles, sorvendo a tristeza com pedaços muito grandes por achar que assim parava de [...]
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Publicado em Abril 2, 2008 por aldamara
Foi então que entrei na loja do Chico das Bonecas, enquanto meu pai falava com ele no balcão eu me esquivei para dentro da loja. Encontrei , escorada em um grande cabideiro velho, uma boneca grande, do tamanho de uma pessoa, ainda inacabada. Ela não tinha um rosto, nem dedos, mas seu corpo estava quase [...]
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Publicado em Abril 1, 2008 por aldamara
Fuçando um pouco aqui e ali. Cutucando a ferida fazendo voltar a sangrar, a doer, depois esconder de novo embaixo do esparadrapo.
E para explicar todas aquela tardes de tristeza e melancolia sem fundo, aquela saudade doída e, o que eu faço com ela? Aquela raiva te deixando febril e amargo.
Mas era só um abraço!
Que futilidade. [...]
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