…sozinha, resta ela na mesa de sua casa na hora do jantar. Quando uma estridente e rápida campainha soa. Ela, visivelmente abatida, levanta-se de sua cadeira e caminha até o microondas; lá de dentro tira uma tigela de vidro com BATATAS assadas… Começa então a amassá-las. No começo com calma, mas então gradativamente com força, com muita força, com muita raiva. Quando de súbito ela para em um estado de choque com lágrimas escorrendo pela face. Por um instante, apática. Sabia agora que seu problema havia acabado, então, pela primeira vez na história, ela sorri. Um sorriso doentio, psicótico. Ela, ainda com o coração a mil por hora, senta-se. E, em uma sarcástica gargalhada, dá a primeira garfada, levando à boca aquele, agora, então, purê de batatas.
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