Uma das inovações do mundo contemporâneo é a facilitação da independência individual. Novos produtos, serviços e procedimentos criados permitem que as pessoas talentosas sejam reconhecidas sem a necessidade de mediadores, headhunters, selecionadores ou editores.
Um dos primeiros passos para esse “auxílio” à independência foram os tutoriais do início da popularização da www. Alguns privilegiados que tinham conhecimento técnico publicavam páginas web bastante simples, onde ensinavam como fazer determinados procedimentos, como a instalação e configuração de programas. O geocities disponibilizava, desde então, espaços online de forma gratuita que, nos primórdios da existência de celebridades web como o sr. Edney, eram usadas como páginas pessoais, onde cada autor publicava o que bem entendia. Qualquer um podia ter seu próprio geocities.com.
O grande boom de publicações independentes aconteceu com o surgimento do modelo de weblog: páginas com vários textos ordenados de forma cronológica decrescente, com textos mais recentes no topo da página. Assim que surgiu o formato foram também criadas ferramentas (Movable Type, WordPress), o nome foi reduzido para blog e então surgiram ps serviços de blogagem gratuita. Um dos primeiros foi o Blogger, que hoje pertence ao Google.
Esse foi um dos grandes passos do ideal DIY no mundo tecnológico. Aplicado na rede, “fazer você mesmo” o que bem entender “queima” os intermediários dos processos de publicação, e o papel de selecionador recai sobre quem lê.
Hoje isso pode parecer muito normal, mas foi um processo revolucionário, que ajudou a revelar talentos nos campos texto-áudio-visuais.
Imagine agora que isso chegue aos livros.
Parece maluquice? Pois saiba que você pode presenciar sem saber uma revolução editorial.
Um dos mais novos processos que o mundo DIY High-Tech possibilita é a publicação de livros sob demanda.
Ainda trata-se de um serviço essencialmente gringo, mas isso pode mudar em alguns anos.
Sendo a web essencialmente textual, os escritores já tem facilidade em publicar e propagar criações literárias de todos os tipos por meio de páginas ou até mesmo por meio de blogs. Mas a publicação em livro físico exerce uma sedução diferente, tanto no autor quanto no leitor. Pensando nisso, foram criados serviços de publicação de livros sob demanda. Lulu, WordClay ou Blurb, todos eles permitem que qualquer pessoa com acesso à internet consiga editar e publicar seus próprios livros, sem tiragem mínima e sem seleção prévia. Isso significa que caso um autor queira publicar somente 10 cópias de uma obra sua, isso é possível e sem muita burocracia. Sem intermediários, selecionadores ou editores.

No Blurb.com você também encontra diversas idéias de que tipos de livros fazer
Claro, tudo fica por conta do escritor: diagramar, editar, revisar. Mas basta seguir as instruções indicadas pelos sites que tudo dará certo.
Os valores das publicações são proporcionais à quantidade requerida. Depois de uma certa quantidade, são concedidos descontos no total dos livros. A grande vantagem é a independência de uma editora, de tiragens mínimas e de toda a burocracia editorial brazuca.
Mais uma vez a idéia do faça você mesmo ajuda a autopromoção de talentos desconhecidos. Agora é com você: basta querer!
Alessandro Martins explica a burocracia editorial brasileira
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Arquivado em: Jacqueline Lafloufa, Tecno-Cria, Uncategorized
Atenção poetas canhotos, destros e Ambidestros!
O Grupo Cria Literária está promovendo um concurso de poesias.



[...] você então conseguir a-que-le sucesso editorial, talvez você queira satisfazer a vontade de ter o seu próprio livro, livro mesmo, físico, página depois de página. E até nessa hora, a tecnologia poderá ser a sua maior [...]